O sítio Wiki Leaks aprontou mais uma. Vazou uma série de documentos da diplomacia norte-americana. Pudemos ler uma série de pastiches dos diplomatas dos nossos irmão do norte, mas lemos também a comprovação do apoio do governo Obama ao golpe em Honduras, a descoberta do Nelson X9 Jobim, e a manutenção da diplomacia de Bush... a Hilary Clinton pediu para que seus diplomatas espionassem as chancelarias dos países pelos embaixadores americanos.
A quantidade de informações é impressionante, mas mais impressionante foi ver os jornalistas brasileiros afirmando que nada de novo foi esclarecido, que tudo o que foi revelado já era de conhecimento do todos. Honduras, Jobim e espionagem já eram de conhecimento público? Não existe nenhum problema o ministro da defesa passar informações para o embaixador americano? Dilma, demite esse X9.
A quantidade de informações é impressionante, mas mais impressionante foi ver os jornalistas brasileiros afirmando que nada de novo foi esclarecido, que tudo o que foi revelado já era de conhecimento do todos. Honduras, Jobim e espionagem já eram de conhecimento público? Não existe nenhum problema o ministro da defesa passar informações para o embaixador americano? Dilma, demite esse X9.
Mas, para delírio da Judith Brito, está comprovado que o Itamaraty é anti-americano. Pronto, se o embaixador Sobel falou, é verdade. Os documentos são uma lavada de alma para os oposicionistas, pois agora temos a prova que o Celso Amorim é um dinossauro da década de 60, com sentimentos anti-imperialistas da Guerra Fria.
Que saudades do Lincoln Gordon, o embaixador dos EUA no Brasil, que articulou com a CIA o golpe de 64. Só para lembrar de umas dos estadunidenses aqui na América Latina, podemos ficar com o Canal do Panamá, com a emenda Platt em Cuba, com as várias invasões militares no Caribe, o apoio aos golpes a às ditaduras militares, o bombardeio por caças americanos ao palácio La Moneda no Chile.
Sempre que a grande mídia fala em política externa, o tom é de alinhamento incondicional com os Estados Unidos. Ainda cobrem a nossa chancelaria como se o que "é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil". Nunca foi e nunca será. A América Latina quebrou na década de 80 com o ajuste do Paulo Volcker. Quebrou na década de 90 aplicando a política neoliberal da escola de Chicago, e quebraria novamente se não tivéssemos rompido com essa lógica e diversificado as nossas relações internacionais.
As críticas a Celso Amorim sempre são baseadas em três pontos: a estigmatização de um política externa ousada, "ativa e altiva", como se essa posição de altivez pudesse ser tomada apenas pelos ídolos da grande mídia margarida. Nós, reles paiseco do hemisfério sul não temos esse direito. Exercemos um papel que não nos cabe, esse fica apenas para os que tem um destino manifesto.
O segundo ponto é o não-alinhamento com os Estados Unidos, uma política independente, que busca a ampliação de relações e parcerias com outras nações. Que se aproxima de países como Gana,e negocia com a Bolívia, ao invés de invadir militarmente nosso vizinho, como pedido por muitos na crise da Petrobras. Na visão dos críticos essas ações são fúteis, inocentes, o Brasil é uma criança querendo ser gente grande. Para que abrir uma universidade em Gana? Para que estreitar laços com o continente africano? Para que devemos fortalecer a união com a América Latina? Não, isso é bobagem, devemos nos aproximar dos EUA. Tirar os sapatos para os mais desenvolvidos.
O terceiro é a aproximação com países ditatoriais. Afinal, os países desenvolvidos mantêm relações apenas com países democráticos, como a Arábia Saudita, o Egito, Honduras depois do golpe, a Líbia do Kadafi, a fina flor do respeito à democracia e aos direitos humanos. É impossível fazer diplomacia escolhendo os países do bem, e excluindo os países do mal. É mais uma simplificação, mais um maniqueísmo, que virou verdade absoluta para uma parcela dos brasileiros e para a mídia de modo geral. Para variar a exceção é a Carta Capital.
Quem prejudica mais o mundo, o projeto nuclear iraniano - que é unânime no Irã, até para a oposição - , ou o dinheiro sujo lavado na Suíça? Lembra dos 400 milhões do Maluf? Saíram do Brasil como? Todo mundo admira a Suíça, certo? Mas temos sempre que lembrar que a Suíça é a responsável pela circulação do dinheiro que mata, corrompe e escraviza no mundo inteiro. Vamos cortar relações com a Suíça?
Se acompanhamos a cobertura midiática sobre o Itamaraty, fica estranho entender como o Celso Amorim pode ser tão reconhecido justamente nos Estados Unidos. No ano passado ele foi eleito o diplomata do ano pela revista norte-americana Foreign Policy. Esse ano foi escolhido como o sexto maior pensador global pela mesma revista, ou seja, a sexta pessoa no mundo que pode, por meio das ideias e de ações influenciar o mundo. Como pode ser Celso Amorim tão menosprezado internamente?
Talvez a resposta tenha sido dada pelo Leandro Fortes. Talvez esteja com o outro Celso, o Lafer, chanceler do FHC. Nosso ministro das relações exteriores aceitou retirar os sapatos para entrar nos Estados Unidos em 2002. Um ato de humilhação para um chanceler brasileiro. E essa política externa era elogiada.
Um tira o sapato. O outro é o chanceler do ano, o sexto maior pensador global.
O segundo ponto é o não-alinhamento com os Estados Unidos, uma política independente, que busca a ampliação de relações e parcerias com outras nações. Que se aproxima de países como Gana,e negocia com a Bolívia, ao invés de invadir militarmente nosso vizinho, como pedido por muitos na crise da Petrobras. Na visão dos críticos essas ações são fúteis, inocentes, o Brasil é uma criança querendo ser gente grande. Para que abrir uma universidade em Gana? Para que estreitar laços com o continente africano? Para que devemos fortalecer a união com a América Latina? Não, isso é bobagem, devemos nos aproximar dos EUA. Tirar os sapatos para os mais desenvolvidos.
O terceiro é a aproximação com países ditatoriais. Afinal, os países desenvolvidos mantêm relações apenas com países democráticos, como a Arábia Saudita, o Egito, Honduras depois do golpe, a Líbia do Kadafi, a fina flor do respeito à democracia e aos direitos humanos. É impossível fazer diplomacia escolhendo os países do bem, e excluindo os países do mal. É mais uma simplificação, mais um maniqueísmo, que virou verdade absoluta para uma parcela dos brasileiros e para a mídia de modo geral. Para variar a exceção é a Carta Capital.
Quem prejudica mais o mundo, o projeto nuclear iraniano - que é unânime no Irã, até para a oposição - , ou o dinheiro sujo lavado na Suíça? Lembra dos 400 milhões do Maluf? Saíram do Brasil como? Todo mundo admira a Suíça, certo? Mas temos sempre que lembrar que a Suíça é a responsável pela circulação do dinheiro que mata, corrompe e escraviza no mundo inteiro. Vamos cortar relações com a Suíça?
Se acompanhamos a cobertura midiática sobre o Itamaraty, fica estranho entender como o Celso Amorim pode ser tão reconhecido justamente nos Estados Unidos. No ano passado ele foi eleito o diplomata do ano pela revista norte-americana Foreign Policy. Esse ano foi escolhido como o sexto maior pensador global pela mesma revista, ou seja, a sexta pessoa no mundo que pode, por meio das ideias e de ações influenciar o mundo. Como pode ser Celso Amorim tão menosprezado internamente?
Talvez a resposta tenha sido dada pelo Leandro Fortes. Talvez esteja com o outro Celso, o Lafer, chanceler do FHC. Nosso ministro das relações exteriores aceitou retirar os sapatos para entrar nos Estados Unidos em 2002. Um ato de humilhação para um chanceler brasileiro. E essa política externa era elogiada.
Um tira o sapato. O outro é o chanceler do ano, o sexto maior pensador global.
Zé resolvi meus problemas c relaçao as informaçoes do brasil e do mundo q chegam e eu nao consigo acompanhar...se nao tem jantar, a gnt aceita o blog mesmo né!!!
ResponderExcluirdemais!!!
leitora fiel