Em recente entrevista ao jornal Valor Econômico, Bresser Pereira anunciou sua saída do PSDB. Uma de suas respostas explica sua chegada ao partido e visão que Franco Montoro tinha à época sobre a social-democracia:
Nos conflitos entre Mario Covas e os professores em 2000, dois episódios marcaram o início do desmonte do ensino paulista, lidarado pela então secretária de educação Rose Neubauer: a agressão - estúpida, injustificável e vergonhosa - do governador na Praça da República, e o ovo que atiraram nele no interior paulista. Nesse, Covas subiu no carro de som e reagiu com um discurso no qual afirmava que "nós lutamos cotra a ditadura pela liberdade de vocês". Assim como os abolicionistas lutaram pelos escravos, os indigenistas pela tutela dos indígenas, os homens pela sobrevivência das mulheres.
A contradição tucana - uma social-democracia sem base social - caracteriza o partido como elitista. Não necessariamente o elitismo econômico, mas uma cúpula partidária formada por intelectuais que acreditavam, e ainda acreditam, na ultrapassada concepção de serem o guia dos povos. O partido que surgiu para modernizar, buscava combater as velhas relações políticas clientelistas e populistas, mas em seu cerne, o PSDB sempre esteve ligado à teoria das elites, e portanto é, na prática, um partido reacionário. Reacionário no sentido em que ainda crê que as nações devem ser dirigidas por uma elite possuidora da virtude, da ética, do conhecimento e portanto, deve ser a classe dirigente do país. Ao manter esse ideal - mesmo após todas as transformações que passamos nos últimos oito anos - os tucanos estão reagindo ao avanço lento, porém constante, de uma democracia de massas.
Ainda tentando se colocar como um partido de esquerda, ou pelo menos de centro, os tucanos defendem a tese que tomaram medidas no sentido social, como o bolsa-escola. Porém, ignoram o fato que a característica fundamental da democracia moderna é a organização social, uma participação mais ativa da sociedade nas decisões políticas, uma democracia muito mais direta do que aquela desejada pelo partido elitista, ainda crente que seres iluminados devem dirigir o país. Num regime democrático - a ainda estamos longe de atingir uma democracia de massas - as ações políticas são construídas a partir de uma interação entre os movimentos organizados da sociedade e sua capacidade de influenciar as decisões dos governos.
Sem a ilusão de equidade nessas relações, a Febraban, por exemplo, tem muito mais poder do que o MST, mas a bancada ambientalista é muito menor do que a ruralista e mesmo assim os primeiros estão colocando em xeque o novo código florestal. Se serão vitoriosos ou não, depende do tamanho de influência que os movimentos verdes tem sobre os parlamentares.
Fechar esse canal de comunicação foi o que sempre fez o tucanato enquanto governo, pois em seu elitismo interno não pode conceber que as massas, ainda mais se forem desinformadas, tem algo a dizer ou reivindicações a fazer, as quais em raríssimos casos são de caráter populista, ou retrógradas. No recente artigo de FHC na revista Interesse Nacional a estapafúrdia frase "temos que abandonar o povão e buscar a nova classe média" é de uma inabilidade política inaceitável para quem foi presidente por dois mandatos, mas que apenas comprova que o partido não trabalha com interação, enxerga apenas o que sua classe dirigente tem a "ensinar". Não há via de mão dupla.
O fratricídio da oposição chega a ser penoso, triste mesmo. Para a mídia, defensora incondicional de FHC, seu artigo é bem argumentado sociologicamente, porém ruim politicamente. Após ler, com um mínimo de seriedade até, cheguei à conclusão que o artigo é ruim tanto sociologicamente, quanto politicamente. Não passa de um panfleto rebuscado, momentos rococó, momentos revista Veja, com a ultrapassada e repetida argumentação: tudo que existe de bom no governo Lula foi FHC quem criou e o Lula anestesiou a sociedade brasileira com relação clientelistas, apesar de a mídia continuar cumprindo o seu papel magnânimo de apontar essa rede corruptora instalada pelo lulopetismo.
Bresser-Pereira: Em 1988, fui um dos fundadores do PSDB. Na época da fundação, o Montoro não queria o nome de social-democracia para o partido, porque tinha origem na democracia cristã, que a vida inteira tinha lutado contra os social-democratas na Inglaterra, na Alemanha e na Itália. Nós ganhamos, pelo fato de sermos centro-esquerda. Mas aí ele dizia: “Muito bem, mas e se esse bendito PT, que se diz revolucionário, que tem propostas para a economia brasileira completamente irresponsáveis, chega no poder ou perto do poder e se domestica, e se torna social-democrata, como aconteceu na Europa? Eles têm toda uma integração com os trabalhadores sindicalizados, que nós não temos, então nós vamos ser empurrados para a direita”. E foi isso que aconteceu.
Nos conflitos entre Mario Covas e os professores em 2000, dois episódios marcaram o início do desmonte do ensino paulista, lidarado pela então secretária de educação Rose Neubauer: a agressão - estúpida, injustificável e vergonhosa - do governador na Praça da República, e o ovo que atiraram nele no interior paulista. Nesse, Covas subiu no carro de som e reagiu com um discurso no qual afirmava que "nós lutamos cotra a ditadura pela liberdade de vocês". Assim como os abolicionistas lutaram pelos escravos, os indigenistas pela tutela dos indígenas, os homens pela sobrevivência das mulheres.
A contradição tucana - uma social-democracia sem base social - caracteriza o partido como elitista. Não necessariamente o elitismo econômico, mas uma cúpula partidária formada por intelectuais que acreditavam, e ainda acreditam, na ultrapassada concepção de serem o guia dos povos. O partido que surgiu para modernizar, buscava combater as velhas relações políticas clientelistas e populistas, mas em seu cerne, o PSDB sempre esteve ligado à teoria das elites, e portanto é, na prática, um partido reacionário. Reacionário no sentido em que ainda crê que as nações devem ser dirigidas por uma elite possuidora da virtude, da ética, do conhecimento e portanto, deve ser a classe dirigente do país. Ao manter esse ideal - mesmo após todas as transformações que passamos nos últimos oito anos - os tucanos estão reagindo ao avanço lento, porém constante, de uma democracia de massas.
Ainda tentando se colocar como um partido de esquerda, ou pelo menos de centro, os tucanos defendem a tese que tomaram medidas no sentido social, como o bolsa-escola. Porém, ignoram o fato que a característica fundamental da democracia moderna é a organização social, uma participação mais ativa da sociedade nas decisões políticas, uma democracia muito mais direta do que aquela desejada pelo partido elitista, ainda crente que seres iluminados devem dirigir o país. Num regime democrático - a ainda estamos longe de atingir uma democracia de massas - as ações políticas são construídas a partir de uma interação entre os movimentos organizados da sociedade e sua capacidade de influenciar as decisões dos governos.
Sem a ilusão de equidade nessas relações, a Febraban, por exemplo, tem muito mais poder do que o MST, mas a bancada ambientalista é muito menor do que a ruralista e mesmo assim os primeiros estão colocando em xeque o novo código florestal. Se serão vitoriosos ou não, depende do tamanho de influência que os movimentos verdes tem sobre os parlamentares.
Fechar esse canal de comunicação foi o que sempre fez o tucanato enquanto governo, pois em seu elitismo interno não pode conceber que as massas, ainda mais se forem desinformadas, tem algo a dizer ou reivindicações a fazer, as quais em raríssimos casos são de caráter populista, ou retrógradas. No recente artigo de FHC na revista Interesse Nacional a estapafúrdia frase "temos que abandonar o povão e buscar a nova classe média" é de uma inabilidade política inaceitável para quem foi presidente por dois mandatos, mas que apenas comprova que o partido não trabalha com interação, enxerga apenas o que sua classe dirigente tem a "ensinar". Não há via de mão dupla.
O fratricídio da oposição chega a ser penoso, triste mesmo. Para a mídia, defensora incondicional de FHC, seu artigo é bem argumentado sociologicamente, porém ruim politicamente. Após ler, com um mínimo de seriedade até, cheguei à conclusão que o artigo é ruim tanto sociologicamente, quanto politicamente. Não passa de um panfleto rebuscado, momentos rococó, momentos revista Veja, com a ultrapassada e repetida argumentação: tudo que existe de bom no governo Lula foi FHC quem criou e o Lula anestesiou a sociedade brasileira com relação clientelistas, apesar de a mídia continuar cumprindo o seu papel magnânimo de apontar essa rede corruptora instalada pelo lulopetismo.
Em certo momento, quando argumenta que "os partidos de oposição podem organizar-se pelos meios eletrônicos, dando vida não a diretórios burocráticos, mas a debates verdadeiros sobre os temas de interesse dessas camadas", nem como intelectual, nem como político o ex-presidente vaidoso disserta sobre quais são os interesses dessa camadas. Um discurso propositadamente vazio, pois o que o PSDB busca é o desmonte de qualquer ação estatal que vise, um mínimo que seja, a distribuição das riquezas brasileiras. No mais, recorre ao anacrônico discurso de modernização e ataques ao capitalismo de privilégios de um Estado grande demais. Quanto ao projeto, nada a apresentar, pois projeto não há, ou se há, é reduzido a uma cúpula, mantendo o caráter elitista tucano.
No momento em que a disputa fratricida tucana naufraga a oposição, torna-se urgente que os demotucanos acertem os rumos. A distância entre o discurso vazio e a formação de um projeto nacional, apenas exacerbam o fracasso daqueles que sempre se colocaram como os representantes de um novo Brasil, mas que nada mais fizeram do que copiar o modelo Thatcher-Regan, responsáveis por uma era de prosperidade para norte-americanos e ingleses, porém que concentraram a renda como nunca e acabaram por jogar o mundo na pior crise do capitalismo desde a grande depressão da década de 30.
A escola austríaca de economia, agrega uma série de conceitos de outras áreas das humanidades para as ciências econômicas. Utilizando-se constantemente de sofismas - como a comparação entre um orçamento doméstico e um orçamento de um Estado nacional - esse pensamento econômico nos enche de verdades baseadas na idéia de liberdade dos homens. Levando ao extremo as concepções liberais, a história e a organização social é reduzida a ações individuais, as quais, por meio da livre organização dos indivíduos e defesa incondicional da propriedade, levaria a sociedade ao bem-estar e a prosperidade. Qualquer ação do Estado siginifica uma limitação da liberdade individual e um atentado à propriedade, impedindo a plena realização do homem, limitando sua capacidade transformadora.
Assim, autoproclamados humanistas, exaltam o individualismo e o homem, de forma a eliminar de qualquer debate histórico-sociológico outros conceitos como classe, Estado, dialética. Ignoram, por exemplo, que os bandeirantes escravizaram indígenas no Brasil, sem qualquer intervenção estatal ou ação metropolitana. A espontaneidade do homem escravizou outro homem sem que o Estado tenha sido responsável por isso.
Ao considerar que a racionalidade é capaz de garantir uma auto-regulamentação da sociedade, a escola austríaca combate qualquer forma de regulação do Estado. Foi baseado nesse conceito que os governos Clinton e Bush eliminaram a regulação dos mercados nos EEUU. Acreditaram que de forma racional os agentes do mercado são capazes de identificar um risco e, por receio da perda, não assumiriam esse risco. Assim, um banco não concederia crédito para aqueles que não podem pagar, uma seguradora não arriscaria segurar um papel de alto risco e assim por diante. Foi exatamente tudo o que aconteceu, como a atual crise nos demonstra.
Ignorada durante os 30 anos de ouro do século XXm a escola austríaca ganhou impulso com o prêmio Nobel concedido a von Hayek em 1974. Mario Vargas Llosa, ao ler o Caminho da servidão, mudou radicalmente suas opiniões, deixando de ser um comunista para se tornar um neoliberal radical. O debate Keynes-Hayek voltou com força, com clara vantagem para Hayek, devido à ideia de temporalidade. Para os austríacos, a única forma de um indivíduo adquirir um bem é por meio da poupança, pela equivalência do que o comprador dispende para pagar pela mercadoria. Se o homem não é capaz de comprar tal bem, ele deve poupar até que atinja a equivalência.
Qualquer ação do Estado - déficit, expansão de gasto, de crédito ou de moeda, como sugere Keynes - significa a criação atificial de riqueza - pois sem lastro de poupança a moeda perde valor com o tempo - gerando um ciclo econômica de expansão. Esse ciclo expansionista artificial gera "investimentos errados", pouco produtivos, desviados das potencialidade dos indivíduos. Assim, torna-se inexorável um ciclo de depressão, que elimina os investimentos errados e rearranja a produtividade da sociedade.
A questão que fica é: até a sociedade gerar a poupança necessária para que todos desfrutem de bem-estar, o que fazer? Como conviver com pobreza e desemprego? A resposta dos austríacos é simples: nada. Esperar, trabalhar e poupar. Mas como aceitar a pobreza? Outra resposta simples: a moral. Uma moral burguesa, que valoriza a austeridade diante do gasto, a popupança diante do consumo. Fazer uma compra utilizando-se de crédito é imoral, pois é um sentimento imediatista, contrário à virtude. Adiantar um bem-estar é anti-ético, pois a ética é racional, um conjunto de valores guardião de uma convivência pacífica dos indivíduos, e o consumo sem poupança é um desejo irracional.
Assim, o neoliberalismo se apropriou da moral e da ética, como subterfúgio para justificar seu reacionarismo, já que ao postergar o acesso ao bem-estar, aceita uma sociedade em que um pequeno grupo possa consumir, enquanto o outro tenha que esperar, mesmo que a espera signifique pobreza e desemprego. E se esse grupo maior reagir, estará sendo imoral e anti-ético.
Com a comunicação fechada entre a cúpula tucana e os movimentos organizados da sociedade, resta ao PSDB duas escolhas: a tautologia e a moral. O artigo de FHC nada mais é do que reprodução do mesmo discurso, repetido desde 1988. Como projeto nacional, a única coisa que o PSDB oferece ao Brasil é a espera. Resta-lhe a moral e a ética, apropriadas pelos tucanos com o apoio da velha mídia, pois sem proposta, o que sobra é o ataque à imoralidade de uma sociedade de consumo irracional e sem virtude, condicionada de forma anti-ética pela política de crédito fácil, expansão de gastos, subsídios, indução do crescimento, feita de forma irresponsável pelo presidente metalúrgico.
Decididamente o Brasil merece uma oposição que tenha algo mais a oferecer do que uma falsa moral.
No momento em que a disputa fratricida tucana naufraga a oposição, torna-se urgente que os demotucanos acertem os rumos. A distância entre o discurso vazio e a formação de um projeto nacional, apenas exacerbam o fracasso daqueles que sempre se colocaram como os representantes de um novo Brasil, mas que nada mais fizeram do que copiar o modelo Thatcher-Regan, responsáveis por uma era de prosperidade para norte-americanos e ingleses, porém que concentraram a renda como nunca e acabaram por jogar o mundo na pior crise do capitalismo desde a grande depressão da década de 30.
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A escola austríaca de economia, agrega uma série de conceitos de outras áreas das humanidades para as ciências econômicas. Utilizando-se constantemente de sofismas - como a comparação entre um orçamento doméstico e um orçamento de um Estado nacional - esse pensamento econômico nos enche de verdades baseadas na idéia de liberdade dos homens. Levando ao extremo as concepções liberais, a história e a organização social é reduzida a ações individuais, as quais, por meio da livre organização dos indivíduos e defesa incondicional da propriedade, levaria a sociedade ao bem-estar e a prosperidade. Qualquer ação do Estado siginifica uma limitação da liberdade individual e um atentado à propriedade, impedindo a plena realização do homem, limitando sua capacidade transformadora.
Assim, autoproclamados humanistas, exaltam o individualismo e o homem, de forma a eliminar de qualquer debate histórico-sociológico outros conceitos como classe, Estado, dialética. Ignoram, por exemplo, que os bandeirantes escravizaram indígenas no Brasil, sem qualquer intervenção estatal ou ação metropolitana. A espontaneidade do homem escravizou outro homem sem que o Estado tenha sido responsável por isso.
Ao considerar que a racionalidade é capaz de garantir uma auto-regulamentação da sociedade, a escola austríaca combate qualquer forma de regulação do Estado. Foi baseado nesse conceito que os governos Clinton e Bush eliminaram a regulação dos mercados nos EEUU. Acreditaram que de forma racional os agentes do mercado são capazes de identificar um risco e, por receio da perda, não assumiriam esse risco. Assim, um banco não concederia crédito para aqueles que não podem pagar, uma seguradora não arriscaria segurar um papel de alto risco e assim por diante. Foi exatamente tudo o que aconteceu, como a atual crise nos demonstra.
Ignorada durante os 30 anos de ouro do século XXm a escola austríaca ganhou impulso com o prêmio Nobel concedido a von Hayek em 1974. Mario Vargas Llosa, ao ler o Caminho da servidão, mudou radicalmente suas opiniões, deixando de ser um comunista para se tornar um neoliberal radical. O debate Keynes-Hayek voltou com força, com clara vantagem para Hayek, devido à ideia de temporalidade. Para os austríacos, a única forma de um indivíduo adquirir um bem é por meio da poupança, pela equivalência do que o comprador dispende para pagar pela mercadoria. Se o homem não é capaz de comprar tal bem, ele deve poupar até que atinja a equivalência.
Qualquer ação do Estado - déficit, expansão de gasto, de crédito ou de moeda, como sugere Keynes - significa a criação atificial de riqueza - pois sem lastro de poupança a moeda perde valor com o tempo - gerando um ciclo econômica de expansão. Esse ciclo expansionista artificial gera "investimentos errados", pouco produtivos, desviados das potencialidade dos indivíduos. Assim, torna-se inexorável um ciclo de depressão, que elimina os investimentos errados e rearranja a produtividade da sociedade.
A questão que fica é: até a sociedade gerar a poupança necessária para que todos desfrutem de bem-estar, o que fazer? Como conviver com pobreza e desemprego? A resposta dos austríacos é simples: nada. Esperar, trabalhar e poupar. Mas como aceitar a pobreza? Outra resposta simples: a moral. Uma moral burguesa, que valoriza a austeridade diante do gasto, a popupança diante do consumo. Fazer uma compra utilizando-se de crédito é imoral, pois é um sentimento imediatista, contrário à virtude. Adiantar um bem-estar é anti-ético, pois a ética é racional, um conjunto de valores guardião de uma convivência pacífica dos indivíduos, e o consumo sem poupança é um desejo irracional.
Assim, o neoliberalismo se apropriou da moral e da ética, como subterfúgio para justificar seu reacionarismo, já que ao postergar o acesso ao bem-estar, aceita uma sociedade em que um pequeno grupo possa consumir, enquanto o outro tenha que esperar, mesmo que a espera signifique pobreza e desemprego. E se esse grupo maior reagir, estará sendo imoral e anti-ético.
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Ao implementar as políticas neoliberais o PSDB optou por fazer a sociedade brasileira esperar. Após o sucesso do lulopetismo e da vitória de Dilma, está evidente que essa não é mais a opção do Brasil. Se aceitamos a espera por um período de oito anos, foi por um hipotético acordo para o combate à inflação. Com a inflação controlada, esse acordo se desfez, cada vez mais o Brasil considera renda um direito, não um privilégio.
Decididamente o Brasil merece uma oposição que tenha algo mais a oferecer do que uma falsa moral.
